Numa floresta viviam a raposa muito esperta e a onça que é um animal
silvestre. cada um deles vivia em seu próprio canto. a onça caçava e a
raposa também. apesar de serem animais de diferentes hábitos, elas eram
bastante amigas.
Depois de um tempo de amizade, a onça que tinha uma certa confiança
na amiga raposa, precisou de alguem que cuidasse de seus filhotes,
enquanto caçava longe , pois, não tinha com quem deixá-los. e pediu para
ela fazer esse favor.
A raposa, que prestigiava a amizade da amiga onça, disse que tomava
conta e que não havia nenhum problema. e a onça então deixou seus
filhotes com a raposa e partiu.
Só que como a caça estava dificil para a onça, ela estava
precisando ir cada dia mais longe. e a raposa continuava sempre disposta
a cuidar dos filhotes da onça.
Até que um dia, começaram a surgir alguns rumores de comentários
maldosos na floresta para a onça, sobre a confiança que ela tinha na
raposa.
Alguns outros diziam:
- Como você tem coragem de deixar seus filhotes nas mãos da
raposa, que é o animal mais traiçoeiro que tem aqui na floresta?
outros diziam:
- você está louca! seus filhotes podem estar correndo risco de
vida, estando com a raposa diariamente, pois, vai saber o que se passa
na cabeça da raposa.
outros ainda diziam:
- Tenha amor pelos seus filhos e pare com isso, afinal, você não
conhece o coração dela. vai que ela não valoriza a amizade tanto quanto
você e perde a cabeça e tenta matar seus filhos na hora da fome!
A onça porém, embora não acreditasse muito que isso poderia
acontecer, no fundo, ficou com um pouco de receio por tudo o que lhe
disseram.mas não tomou nenhuma decisão precipitada e resolveu ter uma
conversa séria com a amiga.
Neste dia, ela chegou mais cedo na toca da raposa para buscar
seus filhotes. porém, na hora em que chegou, como ela nunca havia
chegado mais cedo, visualizou a raposa no seu horário de almoço e viu
resquicios de carne e manchas de sangue na boca dela. como estava
atormentada com as ideias que os outros animais lhe colocaram na cabeça,
o instinto materno falou mais alto e a onça pulou no pescoço da amiga,
achando que a mesma tivesse matado seus filhos. no entanto, assim que
pulou nela, em questão de segundos, viu seus filhos atrás delas, e ficou
com tanta vergonha do que fez, e se arrependeu de ter perdido a
cabeça. pediu desculpas, mas nunca mais teve coragem de voltar falar
com a amiga de tanta vergonha que sentiu.
MORAL DA HISTÓRIA: Não
devemos provar nossos amigos pelas circunstâncias jamais, ou correremos o
risco de ser injustos com aqueles que tem as melhores das intenções.


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